sábado, 26 de junho de 2010
Política desejante
"Política e desejo estão colocados, nesta perspectiva capitalística, como termos que se excluem, que estão em campos absolutamente distantes. Esta separação cumpre um papel importante, pois estabelece uma oposição de economias - a da política e a do desejo -, criando partidários que saem em defesa de cada um desses territórios, acusando um ao outro de estarem sendo redutores em suas análises e estratégias de transformação. (...) Manter a dicotomia das economias (política e sexual) serve, portanto, à manutenção de territórios endurecidos e perpetuados, que se impermebializam aos devires, à alteridade, à diferença. Em seu lugar poderíamos pensar em uma política desejante, em um desejo político, pois ambos, ao se constituírem em um plano de imanência, estão funcionando não por teleologias - com critérios definidos a priori -, mas pelo encontro com fluxos heterogêneos que, em sua diferença, exigem transformação. (...) ao desejo não falta nada. Se desejo é máquina, o objeto do desejo é secretado por esta máquina".
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